segunda-feira, 23 de julho de 2018

A xenofobia atinge o futebol! Prof. POLINI

A xenofobia e o racismo na Alemanha tem um novo alvo: Özil

Opinião: A raiva de Özil é justificada

A reação dos poderosos e dos supostos torcedores de futebol ao que, afinal, foi apenas uma foto revelou um tom bastante sinistro e xenófobo no futebol e na sociedade alemã. A situação não precisava chegar a esse ponto.
Me sinto como se não fosse bem-vindo e penso que aquilo tudo que conquistei desde a minha estreia internacional em 2009 foi esquecido", disse Özil.
Depois de 92 jogos, nove anos e um título de Copa do Mundo, a carreira de Mesut Özil na seleção alemã parece ter chegado ao fim por meio de tuítes corajosos e rompimento de laços. O jogador de 29 anos disse no domingo (22/07) que nunca mais vai jogar pela Alemanha enquanto imperar "a sensação de racismo e desrespeito”.

O trio de comunicados furiosos, mas focados, no Twitter revelou uma longa lista de queixas sobre seu tratamento pela mídia alemã, pela Federação Alemã de Futebol (DFB) e pelos torcedores da seleção após a controvérsia iniciada em maio, quando foi publicada uma foto do jogador e de seu colega Ilka Gündogan ao lado do presidente turco Recep Tayyip Erdogan.

O presidente da DFB, Reinhard Grindel, foi o principal alvo de Özil. "Eu não vou mais continuar sendo um bode expiatório para a incompetência de Grindel e de sua inabilidade para desempenhar seu trabalho adequadamente", apontou o jogador no terceiro comunicado.

Antes disso, Özil havia mirado na mídia. "O que não posso aceitar", escreveu Özil, "são os meios de comunicação alemães culpando repetidamente minha ascendência dupla e uma simples fotografia por uma Copa do Mundo ruim”.

Sua raiva é justificada. E agora que Özil respondeu ao pedido de Grindel para que ele falasse sobre a foto com Erdogan, cabe ao chefe da DFB dar algumas explicações por conta própria. Grindel inicialmente apoiou a decisão do técnico Jochim Löw de levar Özil para a Copa, mas depois decidiu que o jogador precisava responder por suas ações. Tudo no exato momento em que a federação alemã estava desesperadamente procurando por alguém para culpar pelo vexame no torneio. Tudo muito conveniente.

"Muitos torcedores ficaram desapontados porque tinham perguntas para Özil e esperavam uma resposta", disse Grindel à revista esportiva alemã Kicker no início deste mês. "Para mim, é absolutamente claro que, uma vez que ele volte das férias – e com seus próprios interesses em mente –, ele divulgue a sua versão."

Bem, Reinhard, agora ele divulgou. E ele também chamou atenção para algumas das suas próprias palavras, especificamente sobre sua atuação como deputado em 2004, quando você disse que o multiculturalismo era "um mito e uma mentira de longa data". Se essa ainda é a opinião de Grindel, não parece apropriado que ele continue em uma posição que supervisiona jogadores e treinadores de várias origens.

A situação realmente não precisava chegar a esse ponto. Há poucas dúvidas de que foi questionável a decisão de Özil de posar para uma fotografia com um líder que combate a liberdade de expressão e reprime opositores políticos e dissidentes em sua busca pelo poder. É claro que a sessão de fotos fez parte de um evento de caridade, mas Özil e Ilkay Gündogan, presumivelmente, poderiam ter cumprido suas obrigações sem fazer pose.

Mas nada disso chega perto de desculpar a reação venenosa ao que, afinal de contas, era apenas uma foto. A retórica previsivelmente idiota do partido populista de direita Alternativa para a Alemanha (AfD) foi superada, da mesma maneira previsível, em volume e acidez pelos exércitos de fanáticos nas mídias sociais.

Özil menciona como ele foi chamado de "fod.. de cabras" por um político alemão e um "turco de m..." por seus próprios fãs. Surpreende que ele não se sinta mais à vontade para representar um país onde as pessoas com poder e aqueles que deveriam apoiá-lo não o consideram como um igual?

Özil poderia ter lidado melhor com essa situação, mas ele é apenas um jogador de futebol e não um diplomata. Lidar com escândalos na mídia deveria ser uma tarefa simples para a DFB. Embora não seja uma organização conhecida pela competência, é impossível não compartilhar a conclusão apontada por Özil, de que um jogador muçulmano de origem turca está sujeito a críticas muito mais ferozes do que outros em sua posição.

Por exemplo, o ex-capitão da seleção alemã e campeão mundial Lothar Mätthaus, agora embaixador da DFB, foi recentemente fotografado apertando a mão de Vladimir Putin, um homem que não é famoso por sua tolerância. O escândalo só foi notável por sua quase total ausência.

A reação daqueles com poder e dos supostos torcedores de futebol ao que, afinal, foi apenas uma foto revelou um tom bastante sinistro e xenófobo no futebol e na sociedade alemã. Parece não existir mais um caminho de volta para Özil, mas a esperança é que ele leve Grindel com ele. Essa é a única maneira de algo positivo sair dessa bagunça.

Globalização, que fenômeno é esse? Geografia

A expansão do capitalismo culminou no crescimento do comércio, assim se deu a mundialização da economia, onde os países passaram a se integrar cada vez mais. Com a internacionalização do comércio mundial, passamos a uma nova fase, que se configurou no termo chamadoglobalização.
A globalização surgiu com as grandes navegações, essa caracteriza sua face histórica. A face econômica é caracterizada pelo crescente comércio internacional, e a face da revolução tecnológica é caracterizada, sobretudo com a modernização das diversas áreas do conhecimento, as tecnologias da informação, a expansão das telecomunicações, informática e robótica.

Mas o que mudou com a globalização?

A organização produtiva mundial mudou, tornou-se mais competitiva, o mercado mais unificado, onde informações e mercadorias movimentam os fluxos globais de produção e distribuição. As distâncias encurtaram, a produção cresceu consequentemente a economia também. Isso devido aos meios de transportes que se modernizaram.  No século XIX cargas de navios cargueiros demoravam em torno de 90 dias para atravessar do Oriente Médio até a América do sul, hoje transportam um equivalente a cinco vezes mais mercadorias em menos de 30 dias.

Figura 1– Navios Cargueiros transportam toneladas de cargas em tempo menor.
Assista a esta aula, no aulalivre.net e fique por dentro da globalização e suas faces!

O Papel das multinacionais

O fenômeno da globalização gerou também a expansão das multinacionais. Pois com o aumento da produção, veiculação da informação, essas empresas passaram a se utilizar de matérias-primas, fornecedores, contatos, mercado consumidor, expandindo sua produção e controlando suas exportações por meio de parceiros espalhados no mundo todo.
Com as multinacionais a integração econômica planetária fica mais evidente, pois empresas de diversos segmentos passam a atuar fora de seu país, buscando mercado para seus produtos, matérias-primas mais baratas e muitas vezes terceirizam suas atividades, sendo assim não geram empregos.

Tecnologia e Globalização

Antigamente para falar com alguém no Japão poderia levar meses para uma carta chegar. Diagnosticar uma doença era muito difícil com aparelhos sem muita sofisticação, ou ainda, não era em tempo real que sabíamos dos acontecimentos mundo afora. Hoje, não! Com a expansão da comunicação via internet você pode falar com alguém em tempo real, não só falar, ver a pessoa do outro lado através de câmeras. Pode fazer um exame com imagens tridimensionais, com diagnósticos precisos, e ver a todo o momento o que acontece em vários países do mundo, acompanhar guerras, eventos históricos, sociais, notícias e informações de todo tipo de assunto. É a tecnologia aliada à globalização. Nas últimas décadas a informação cresceu assustadoramente e hoje fica difícil acompanhar toda essa avalanche de conhecimentos. Produtos são lançados a todo o momento, informações divulgadas, livros, etc. o conhecimento acelerou-se, e o mundo digital passou a fazer parte da vida das pessoas.
Globalização, que fenômeno é esse? - Geografia Enem
Figuras 2 e 3
– A internet e as relações, e aparelhos modernos na medicina.
Vamos resolver um exercício? Exercitar e fixar são fundamentais!
UECE) – Universidade Estadual do Ceará –
Questão 63:
Sobre o processo de globalização, assinale o correto.
A – O processo de globalização, mesmo diante de vários contrastes econômicos e sociais, reflete na total difusão de informações e acesso indiferenciado a elas, reduzindo, quase que totalmente, as desigualdades sociais de forma homogênea.
B – A Internet em muito contribuiu para difusão de informações e acesso a serviços (e-mails, dados bancários, compra e venda de produtos, dentre outras atividades), mas em nada contribuiu para o redimensionamento das concepções de tempo e espaço, essenciais à dinâmica da globalização.
C – A globalização, cuja imagem reflete a estrutura econômica norte-americana, é também representada por instituições como o FMI e o Banco Mundial, nas quais o neoliberalismo, mesmo atuando para reduzir as barreiras aos fluxos globais, não viabiliza investimentos produtivos nem a ampliação do comércio em países subdesenvolvidos como o Brasil e o México.
D – A expansão do processo de globalização também se dá de forma “sutil” e, mesmo com difusão de informações e acesso a serviços, fortalecem grupos, países ou regiões, utilizando-se princípios de domínio sobre mercadorias, capitais, serviços, informações e pessoas.
Resposta correta letra D.

sábado, 14 de março de 2015

15 de Março, 30 anos que mudaram o Brasil



Comemoramos, neste dia 15 de março, o início do processo de redemocratização do Brasil. O marco dessa transição é a posse de José Sarney, controverso político maranhense, eleito como vice pelo Colégio Eleitoral na chapa de Tancredo Neves e empossado após a morte deste.
Mesmo diante do cenário trágico que marcou essa transição, o País deixaria para trás os duros anos de ditadura militar e rumava para o novo, o diferente, para escrever outra história de sua vida política.
Após o golpe de 1964 e a publicação, nos anos seguintes, dos atos institucionais – AI, que cassaram direitos políticos e as garantias individuais e coletivas e que cercearam as competências do Poder Legislativo, as eleições para a Presidência da República passaram a ser indiretas, realizadas no âmbito de um colégio eleitoral constituído pelos membros do Senado e da Câmara dos Deputados. O processo era muito viciado, considerando que os partidos de oposição foram praticamente extintos e que, no Senado, havia parlamentares “biônicos”, nomeados pelo governo. Todos os presidentes eleitos na ditadura eram generais. Na década de 1980, foi escolhido aquele que seria o último presidente do regime, João Batista Figueiredo.


Em 1984, a sociedade brasileira foi às ruas, num movimento chamado Diretas Já. Políticos da oposição, intelectuais, representantes de organizações sindicais e a população em geral pediam por eleições diretas para o cargo de Presidente da República. Porém, a emenda constitucional Dante de Oliveira, que restabeleceria o pleito direto, foi derrotada no Congresso Nacional. O mandato do general Figueiredo chegava ao final. O candidato à sucessão do partido do governo, o PDS (antiga Arena), majoritário no Colégio Eleitoral, era Paulo Maluf. Porém, houve uma ruptura no partido. Ala liderada pelo então senador José Sarney, que daria mais tarde origem ao PFL, fez acordo com a oposição, constituindo chapa para enfrentar o candidato oficial: Tancredo Neves, do PMDB (ex-MDB), candidato a presidente, e Sarney, vice. Em sessão com voto aberto, a oposição venceu.
Porém, devido a uma diverticulite, Tancredo morreu antes da posse, que seria em 15 de março de 1985. Como não houve posse, deveria assumir o presidente da Câmara dos Deputados, então Ulysses Guimarães. Entretanto, outro acordo político permitiu José Sarney assumisse a Presidência da República.
O Brasil respirava esperança. Uma nova Constituição seria escrita. A Assembleia Nacional Constituinte, em 1987, composta por políticos e representantes da sociedade organizada, recebeu a missão de produzir um texto que assegurasse a proteção dos Direitos e Garantias Fundamentais e que pudesse fazer do Brasil um Estado Democrático de Direito. Promulgada em 05 de outubro de 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil ficou conhecida como a Constituição Cidadã.
Elegemos Fernando Collor pelo voto direto, mas o Congresso Nacional votou o seu impeachment por improbidade, em processo previsto na nova Constituição. Ele foi sucedido pelo vice, Itamar Franco. Em 1994, elegemos Fernando Henrique Cardoso, grande intelectual, que nos falou do complexo de vira-latas e que colocou o Brasil num novo patamar no cenário internacional. A estabilidade econômica mudou a imagem no País no mercado externo e o brasileiro passou a ser também consumidor e sujeito de direitos.
Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito presidente em 2002, e o povo brasileiro mostrou ao mundo que na democracia todos podem participar da vida política. Dilma é a primeira brasileira a ocupar a Presidência da República, a primeira mulher a chegar ao mais importante posto da política brasileira. Conquista da nossa sociedade.
O Brasil é hoje um Estado Democrático de Direito e, graças à democracia, podemos conhecer e ver serem punidos os envolvidos em ações de corrupção e em crimes contra o patrimônio público. Podemos sair às ruas e protestar, enviar mensagens de insatisfação nas redes sociais e organizar panelaços.
Já vão longe os trinta anos decorridos desde a posse de José Sarney e, indiscutivelmente, o Brasil não é o mesmo país. É melhor! Ainda há muito o que fazer. Há investimentos e ajustes, e só o processo democrático pode garantir que sigamos na construção de um país para todos os brasileiros. A democracia é o instrumento.

China, o progresso e a poluição

A
A República Popular da China, também conhecida simplesmente como China, é o mais populoso do mundo, com mais de 1,360 bilhão de habitantes, quase um quinto da população da Terra. Mas destaco que a China está suja, nojenta. O preço do progresso célere que a mais populosa nação do mundo vem promovendo nos últimos anos é caro demais. A começar pelo ar que os chineses respiram. O Ministério da Proteção Ambiental do país alertou, no mês passado, que perto de 90% das cidades chinesas apresenta índices de poluição atmosférica muito abaixo dos padrões de qualidade considerados aceitáveis.
Para ser mais exato: por lá a poluição por material particulado presente no ar é 40 vezes maior do que os níveis minimamente seguros estabelecidos pelas normas internacionais.
De onde vem tanta imundície? Principalmente das usinas de energia movidas a carvão mineral que – para piorar – impulsionam também as emissões de gases de efeito estufa causadoras das mudanças climáticas.

Cerca de 80% da eletricidade gerada na China vem dessa matriz energética. Boa parte do carvão utilizado é o mais barato do mercado por ser de baixa qualidade. Consequentemente é também o mais venenoso. A outra grande fonte de poluição atmosférica são as companhias siderúrgicas que não têm qualquer controle sobre as suas fumaças tóxicas.
Pequim é tida como uma das capitais mais poluídas do planeta. Além disso, sete das 10 cidades chinesas com pior qualidade do ar estão localizadas na região metropolitana da capital, informou o jornal China Daily.
Não é só o ar que está contaminado. Há muita sujeira por qualquer lado onde se aponte o nariz. Dejetos despejados a céu aberto – inclusive à beira da famosa muralha da China – esgotos despejados in natura e uma inacreditável mortandade de peixes em diversos rios e lagos contaminados.
Em dezembro do ano passado seis empresas de Taizho detritos tóxicos em dois rios da região. Esta é a mais severa multa já aplicada por um tribunal chinês para questões de desrespeito ambiental.
Diante desse cenário dantesco – e dos reclamos da população – as autoridades prometem tomar atitudes. Querem multar mais e até fechar indústrias desleixadas que não se modernizam para atender aos padrões de controle de poluição. Também pretende revisar e fortalecer as leis de proteção ambiental no país o mais rápido possível.
Espera-se que não seja tarde demais. E que sirva para todo o mundo se perguntar: vale a pena tanto progresso à custa da degradação ambiental?

quarta-feira, 11 de março de 2015

O que acontece na Petrobras.


Com investigação sobre corrupção, renúncia de diretores, processos, sobe e desce de ações, queda do preço do petróleo no mercado internacional, a Petrobras passa por uma fase turbulenta.

1- Entenda o que é a operação Lava Jato


A operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal (PF), teve início em março do ano passado, para apurar suposto esquema de corrupção na Petrobras, relativo a desvio e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da estatal, grandes empreiteiras e políticos. O esquema pode ter desviado mais de R$ 10 bilhões. A operação recebeu este nome pois um dos grupos envolvidos no esquema fazia uso de uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar o dinheiro ilícito.

2- Esquema de corrupção pode ter desviado R$ 10 bi

Segundo a PF, a Petrobras contratava empreiteiras por licitações fraudadas. As empreiteiras combinariam entre si qual delas seria a vencedora da licitação e superfaturavam o valor da obra. Parte desse dinheiro "a mais" era desviado para pagar propinas a diretores da estatal, que, em troca, aprovariam os contratos superfaturados. O desvio é estimado em mais de R$ 10 bilhões pela PF.
O repasse era feito pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef, que distribuiria o suborno. De acordo com a investigação, políticos dos partidos PMDB, PP e PTtambém se beneficiariam do esquema, recebendo de 1% a 3% do valor dos contratos. Os políticos negam o envolvimento. Diretores da Petrobras e empreiteiros foram presos.

3- Entre os suspeitos estão ex-diretores da Petrobras
Da esquerda para a direita, Paulo Roberto Costa, Nestor Cerveró e Alberto Youssef

Paulo Roberto Costa: ex-diretor de Abastecimento da Petrobras (2004-2012). É suspeito de chefiar o esquema de desvio de dinheiro, superfaturando contratos e recebendo propinas. Fez acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF), que prevê a redução de pena em troca de informações sobre os crimes. Foi o principal delator do esquema.
Nestor Cerveró: ex-diretor da área Internacional da Petrobras (2003-2008) e diretor financeiro da BR Distribuidora (2008-2014). O ex-diretor é acusado de receber US$ 40 milhões em propina para favorecer a contratação da empresa Samsung Heavy Industries para fornecimento de navios-sonda.
Alberto Youssef: era o doleiro responsável pela "lavagem do dinheiro". Recebia o dinheiro das empreiteiras e ajudava a fazer a distribuição das propinas. 

4- Balanço atrasou e não foi aprovado

O balanço do terceiro trimestre de 2014, que deveria ser divulgado em novembro, foi adiado duas vezes devido às investigações. No dia 28 de janeiro, a Petrobras divulgou os resultados, mas sem revisão e aprovação dos auditores independentes. O balanço também não incluiu nenhuma perda relacionada às denúncias, decepcionando o mercado. As ações desabaram,

5- Petrobras é processada no Brasil e nos EUA

A Petrobras sofre processos movidos por investidores no Brasil e nos Estados Unidos. Aqui, a ação é contra o presidente e os membros do conselho de administração da empresa à época das denúncias, que respondem com seu patrimônio pessoal. Nos EUA, a Petrobras tem processo movido pela Prefeitura de Providence, capital do Estado de Rhode lsland, e também sofre outras três ações coletivas iniciadas por fundos de investimentos e grupos de investidores.

6- Perdas totais da Petrobras chegariam a R$ 90 bi.

A estimativa da PF é que o desvio pode ter passado de R$ 10 bilhões, mas o prejuízo total da empresa, incluindo investimentos errados por causa da corrupção, pode ser bem maior. A estatal não chegou a uma conclusão. No entanto, contas apresentadas inicialmente pela ex-presidente da Petrobras Graça Foster ao conselho de administração apontavam perdas de R$ 88,6 bilhões nos ativos da companhia, de acordo com o jornal "Folha de S.Paulo". A metodologia dos cálculos, no entanto, foi considerada indevida, e os dados foram descartados.

7- Presidente Graça Foster e diretores renunciam

Graça Foster renunciou ao cargo de presidente, junto com diretores da estatal. Ela foi a primeira mulher a ocupar o posto, em fevereiro de 2012, substituindo José Sergio Gabrielli. O nome da executiva foi diretamente envolvido nas denúncias de corrupção na estatal em dezembro, quando a ex-gerente de Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca disse, em entrevista, que alertou pessoalmente a presidente da empresa sobre irregularidades de que teve conhecimento.

8- Ações da empresa tiveram fortes quedas

A imagem da Petrobras foi muito prejudicada e as ações despencaram. Com a renúncia de Graça Foster, analistas esperam melhora. Para Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da TOV Corretora, são muito grandes os desafios que a nova diretoria irá encontrar, mas a mudança já representa um passo positivo. "Ainda que seja um fato modesto para o tamanho do problema, já é alguma coisa", diz.
Leandro Martins, analista-chefe da Walpires Corretora, também diz que a mudança foi positiva. "A expectativa é de alta nos papéis, pois a ação caiu muito e a mudança mostra que os rumos da companhia devem mudar", afirma.

9- A exploração do pré-sal pode ser afetada?

De acordo com Leandro Martins, o esquema de corrupção poderia afetar os investimentos no pré-sal. Isso porque, com os desvios, a petroleira –que está altamente endividada- precisaria tomar emprestado ainda mais dinheiro para conseguir manter a exploração.
Além disso, o pré-sal enfrenta o atual preço baixo do petróleo no mercado internacional. O valor do barril vem sofrendo fortes quedas. Segundo Martins, o petróleo mais barato pode ser um bom negócio para a Petrobras por um lado, mas, por outro, poderia até inviabilizar a exploração do pré-sal.
No ano passado, a estatal chegou a ter prejuízos, pois comprava petróleo e derivados do exterior e revendia-os no Brasil por um valor mais baixo. Isso porque o preço é controlado pelo governo, na tentativa de segurar a inflação. Por isso, a queda do preço do barril no exterior pode ser boa no curto prazo, pois reduziria os gastos com importação.
No longo prazo, no entanto, a queda poderia prejudicar a estatal. "O petróleo é o produto principal da empresa; se o preço cai, o ganho da Petrobras vai junto", diz Martins. O barril abaixo de US$ 45 poderia, inclusive, tornar a exploração do pré-sal inviável, já que o ganho não compensaria o custo de produção.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico – O Grupo Terrorista que Espalha Terror.

                                             ( Bandeira do grupo terrorista do E.I ).

Em 29 de agosto de 2014, o grupo terrorista sunita Estado Islâmico – que já foi denominado também como Estado Islâmico no Iraque e na Síria (EIIS) e Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) – conhecido também pela sigla EI, anunciou que seu líder, Abu A-Bagdhadi, havia se autoproclamado califa da região situada ao noroeste do Iraque e em parte da região central da Síria.
                                        ( Região de atuação do grupo do E.I ).

Um grupo radical deseja criar um governo próprio no Oriente Médio. O autoproclamado Estado Islâmico tem espalhado o terror pela Síria e Iraque. E ainda quer chegar à Turquia.

O título de califa era dado aos antigos sucessores de Maomé, que possuíam autoridade política legitimada pela religião islâmica. O Estado Islâmico, desde então, vem sendo largamente abordado pela mídia ocidental, sobretudo por conta de suas ações extremas contra a população civil da Síria e do Iraque, como estupros, massacre de cristãos e de xiitas e, também, por conta da decapitação de dois jornalistas, entre os meses de agosto e setembro de 2014.

A história do grupo terrorista Estado Islâmico está relacionada com o processo de crise política que se desencadeou no Iraque após a guerra iniciada em 2003. Como sabemos, a Guerra do Iraque se deu dois anos após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, chefiados por membros da organização Al-Qaeda, então liderada por Osama Bin Laden. A Al-Qaeda possuía grande espaço de atuação no território iraquiano e em parte da Síria. O grupo Estado Islâmico nasceu como uma derivação da Al-Qaeda, fundamentado nos mesmos princípios desta organização, que remontam à ideologia pan-islâmica de Sayyid Qutb, antigo líder da Irmandade Muçulmana. Contudo, as ações do EI ficaram gradativamente mais radicais, até mesmo para os padrões da Al-Qaeda, o que provocou a separação entre as duas organizações terroristas.
                                            ( Reféns capturados pelos terroristas do E.I ).

Os objetivos do Estado Islâmico é expandir o seu califado por todo o Oriente Médio, que se pautaria pela Sharia, a Lei Islâmica interpretada a partir do Alcorão, e estabelecer conexões na Europa e outras regiões do mundo, com o propósito de realizar atentados que lhes possam conferir autoridade através do terror. A concepção de Jihad, ou Guerra Santa para o Islã, que o EI possui é a mesma de outras organizações terroristas, como a Al-Qaeda ou o Hamas: expandir o modelo teocrático radical islâmico de governo pelo mundo, por meio dos métodos terroristas.

É curiosa a grande adesão de simpatizantes não islâmicos e, frenquentemente, de origem europeia às causas do EI. Muitos jovens do Ocidente se oferecem para integrar o grupo e servir ao seu propósito jhadista. Esse tipo de comportamento preocupa vários chefes de estado da Europa, sobretudo pela possibilidade de infiltração que tais jovens, treinados como terroristas, possam realizar em solo europeu.

As principais cidades iraquianas que estão atualmente sob o domínio do EI são: Mossul, Tal Afar, Kirkuk e Tikrit. Um grande contingente populacional migrou dessas cidades para cidades ou vilas vizinhas, fugindo da expansão brutal do Estado Islâmico. Entretanto, não se sabe até quando estas cidades vizinhas continuarão livres da ação do “califado” islâmico do EI.
( Refém momento ante de sua execução ).





E

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

70 anos da Tomada de Monte Castelo - 2ª Guerra Mundial.


70 anos de reverência à liberdade e à democracia.


Símbolo maior de amor à Pátria, honradez e bravura, a Tomada de Monte Castelo retrata um dos maiores feitos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em sua gloriosa campanha na Segunda Guerra Mundial. Por aproximadamente oito meses, cerca de 25 mil soldados protagonizaram árduos combates no teatro de operações da Itália.



A Batalha de Monte Castelo, travada entre as tropas aliadas e as forças do exército alemão, perdurou por três meses, período em que inúmeras baixas foram registradas em virtude, especialmente, das condições meteorológicas do rigoroso inverno europeu, do lançamento de minas terrestres nas vias de acesso e da existência de casamatas bem localizadas e camufladas. É inquestionável que a defesa inimiga era primorosa, o que aumentava o clima de tensão e ansiedade entre os combatentes aliados. Foram deflagrados vários assaltos por tropas americanas e brasileiras e nenhum foi bem-sucedido. O inimigo, implacável, destemido e experiente, encontrava-se em posição defensiva dominante.



O resgate da dívida de sangue dos ataques fracassados, que ceifaram tantas vidas, tornava-se, a cada dia, mais emergente. Monte Castelo tornara-se um desafio e exigia a afirmação da capacidade combativa de nossa gente.

No dia 21 de fevereiro de 1945, com fé robustecida e o destemor comuns ao expedicionário brasileiro, a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, com o fundamental apoio da artilharia dos aliados, partiu, resoluta, em direção ao norte.

Ao cair da tarde, as forças brasileiras, estimuladas pelos ideais de liberdade e de democracia, silenciaram a defesa alemã. O hasteamento da Bandeira do Brasil no alto do Monte Castelo impulsionou o prosseguimento das operações da FEB até a rendição incondicional de duas divisões adversárias.

A tomada desse monte figura entre as principais páginas da história militar brasileira, pois ratifica a fibra dos pracinhas e perpetua a perseverança e o denodo no cumprimento da missão pelo soldado brasileiro.



Ao celebrar os 70 anos dessa memorável Batalha, o Exército Brasileiro registra o reconhecimento e a gratidão de toda a Nação aos bravos combatentes da FEB, honrados soldados que cumpriram o seu dever em solo europeu e, hoje, são cultuados como exemplos perenes para todas as gerações de brasileiros.