segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A ERA VARGAS - 9º Ano/ Prof. POLINI

A ERA VARGAS - 1930 - 1945














- Anos 1920 - Itália - Fascismo em curso
- Anos 1920 - Brasil - Oligarquias
- Revoltas no campo e na cidade
- Em 1921 o presidente do Brasil era Epitácio Pessoa


A PRIMEIRA REVOLTA TENENTISTA

- 05/07/1922



Arthur Bernardes
- Estopim: cartas atribuídas a Arthur Bernardes (candidato ao governo nas eleições de 1922)


- Conteúdo das cartas: ofensas aos militares e aHermes da Fonseca, chamado de SARGENTÃO SEM COMPOSTURA.


- As cartas eram falsas
- O governo manda prender Hermes da Fonseca, acusado de agitador.
- 05/07/1922 - Tenentes do Forte de Copacabana pegam em armas



- Os tenentes diziam que iriam SALVAR A HONRA DO EXÉRCITO
- O governo obrigou militares a se render.
- Alguns militares se renderem mas outros estavam dispostos a tudo.
- O tiroteio aconteceu na Avenida Atlântica (RJ)
- Somente dois militares envolvidos  na revolta sobreviveram: Siqueira Campos e Eduardo Gomes





A SEGUNDA REVOLTA TENENTISTA - 1924

- Os tenentes exigiam:
- A deposição de Arthur Bernardes (eleito presidente da República brasileira)
-Voto secreto
-Ensino Primário obrigatório
-Melhoria do ensino público       

- Líderes:

General Isidoro Dias Lopes

Major Miguel Costa















 
A falsa morte do major Miguel Costa

- Tentaram conquistar São Paulo
- Aconteceram levantes também em:
  • Mato Grosso
  • Sergipe
  • Amazonas
  • Pará
  • Rio Grande do Sul   

- O governo venceu os tenentes (forças numerosas e apoio da aviação militar)
- Os tenentes não desistiram
- Formara a COLUNA PAULISTA (mil soldados)

Coluna Paulista

- Seguem de SP a Foz do Iguaçu - PR
- Os gaúchos formaram a COLUNA GAÚCHA -líder: Luís Carlos Prestes
- Paulistas e gaúchos se encontram em Foz do Iguaçu
- Nasce a COLUNA PRESTES (paulistas + gaúchos)


COLUNA PRESTES

Coluna Prestes


- 1800 homens
- guerra de movimento
- interior do Brasil
- buscavam apoio popular
- em alguns locais eram bem recebidos
- queriam livrar o povo do abuso do governo
- conseguiram munição e armamento dos inimigos
- evitavam as grandes cidades
- percorreram 25 mil km
- passaram por 12 estados brasileiros
-  1927-  alguns membros da coluna decidiram se retirar para a Bolívia

1930- UM MARCO NA HISTÓRIA DO BRASIL

Whashington Luí

- Whashington Luís era o presidente do Brasil 
(SÃO PAULO)
- Indicou Júlio prestes a candidato à presidência 
( SÃO PAULO)
- Antônio Carlos , governador de MG, reagiu e se aliou ao RS. (esperava ser o escolhido)
- Forma-se a ALIANÇA LIBERAL ( MG+RS)





ELEIÇÕES 1930

- Candidatos:
Getúlio Vargas - RS (presidente) X Júlio Prestes - SP
João Pessoa- PB ( vice)

Júlio Prestes

















* PROPOSTAS POPULARES DE GETÚLIO



- voto secreto
- incentivo à indústria nacional
- leis trabalhistas




A CRISE DE 1929 ATINGE O BRASIL


Queima dos estoques de café


- o Brasil não conseguiu vender todo o estoque de café produzido
- cafeicultores e empresários arruinados
- desemprego
- descontentamento com o presidente Whashington Luís
- Vargas ganha popularidade

AS ELEIÇÕES

- Fraude e violência
- Vargas obtém quase 100% dos votos
- Júlio Prestes vence por conta de fraude
- A oposição a Prestes conspira contra o governo eleito
- O governador de MG (Antônio Carlos) convocou seus partidários para tomar o poder
 FAÇAMOS A REVOLUÇÃO, ANTES QUE O POVO A FAÇA!





- Julho de 1930 - João Pessoa é assassinado (a mando de um rival da PB)
- 03/10/1930- Vargas e os rebeldes marcham do RS ao RJ, para derrubar o governo
- Uma junta militar tomou o poder antes da chegada de Getúlio
- Getúlio, líder civil do movimento, assume o poder

O GOVERNO DE VARGAS SE DIVIDE EM 
ETAPAS:

- 1930-1934 – governo provisório
- 1934-1937 - Vargas eleito por voto indireto
- 1937-1945 – Vargas ditador



- A indústria avançou
- as cidades cresceram
- o Estado se fortaleceu
- O Estado interveio na economia
- surge uma nova relação de trabalho (trab. Urbanos)


O GOVERNO PROVISÓRIO – 1930-1934


- Getúlio procura fortalecer o Estado e a si.
- Queria enfraquecer as oligarquias
- afastou os governadores
- nomeou interventores de sua confiança

A OPOSIÇÃO PAULISTA

- As elites não gostaram da nomeação de interventores por Getúlio
- Em SP o interventor era o tenente João Alberto
- Os paulistas formaram a FRENTE ÚNICA PAULISTA – FUP



- Exigiam uma nova Constituição
- Exigiam a nomeação de um interventor civil e paulista
- Vargas, pressionado, nomeou Pedro de Toledo
- Mesmo assim, os paulistas continuaram na oposição







A TRAGÉDIA DE SÃO PAULO – 

REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA



Roberto Simonsen
- quatro estudantes: MARTINS, MIRAGAIA, DRÁUSIO e CAMARGO

-foram mortos quando atacavam a sede de um jornal pró-Vargas

- surge o MMDC (siglas com as iniciais dos nomes dos mortos)

- 09/07/1932 – o movimento paulista MMDC , liderado pelo general Isidoro Dias Lopes e o civil Pedro de Toledo pegaram em armas contra Vargas

- alguns estados chamaram a revolução paulista de GUERRA PAULISTA

- jovens de classe média se alistaram para fazer parte da revolução

- os industriais também se engajaram na revolução

- líder dos empresários: Roberto Simonsen

- produziram armas e munições

- lançaram a campanha: OURO PARA O BEM DE SP. (para arrecadar fundos )

- o estado do MATO GROSSO apoiou a revolução

- o governo federal tinha mais poder de fogo e soldados

- Vargas vence a revolução em poucos meses

- 16/071934- Vargas convoca uma Assembleia Constituinte

- aprovaram a 3ª constituição brasileira.


A CONSTITUIÇÃO DE 1934


- voto secreto
- voto universal e direto
- voto obrigatório para brasileiros maiores de 18 anos e alfabetizados
- voto feminino
- Justiça eleitoral
 - ensino primário gratuito
- nacionalização das minas, jazidas minerais e quedas d´água
- criação da Justiça do Trabalho
- direitos trabalhistas
- mandato de 4 anos
- reafirmou a obrigatoriedade do serviço militar


Bancada mineira do Partido Progressista na
Assembleia Nacional Constituinte de 1934.


























QUAIS OS DIREITOS TRABALHISTAS DA CONSTITUIÇÃO DE 1934?



- 8 horas de trabalho
- descanso semanal remunerado
I indenização por dispensa sem justa causa
- proteção ao trabalho do menor
- proteção ao trabalho da mulher
- férias anuais remuneradas
- estabilidade à gestante
- o próximo presidente seria eleito por eleições INDIRETAS

GETÚLIO VARGAS É ELEITO INDIRETAMENTE

EM 1934


- O Brasil sofria os efeitos da Crise de 1929
- falências de empresas
-desemprego
-tensão social
- radicalização política
- surgem os Integralistas e os Aliancistas


INTEGRALISTAS – (fundada em 1932)



- Líder: Plínio Salgado (escritor)

- Lema: DEUS , PÁTRIA E FAMÍLIA

- Fundaram a AIB – Ação Integralista Brasileira

-Seguiam o Fascismo de Mussolini

- Defendiam um governo autoritário

- Defendiam um partido único

- o interesse da nação estaria acima do direito do indivíduo

- Censura nos meios de comunicação

- Usavam violência contra os adversários

- Perseguiam os comunistas

- Eram apoiados pela classe média, alto clero, empresários e Forças Armadas

- Possuiu mais de 100 mil filiados

- Mais de mil núcleos pelo Brasil.

OS ALIANCISTAS - 1935



- Fundaram a ANL – ALIANÇA NACIONAL LIBERTADORA

- Líderes comunistas

- Chefe:  Luís Carlos Prestes

- Defendiam o não pagamento da dívida externa

- nacionalização de empresas estrangeiras

- reforma agrária

- governo popular

- Prestes propôs a derrubada de Vargas

- propor formação de um governo revolucionário

- Vargas reage e fecha a ANL  e seus núcleos

- sargentos iniciam a INTENTONA COMUNISTA ( Natal – RN)

- aconteceram levantes em Recife e no RJ

- Vargas prende e tortura membros da ANL, comunistas ou não

- cadeias lotadas de presos políticos em todo o Brasil

Graciliano Ramos e Olga Benário (mulher de Prestes) foram presos


Olga Benário Prestes





















O ESTADO NOVO



- Vargas não quis esperar as eleições de 1938

- anunciou que descobriu o PLANO COHEN

- Plano Cohen, iriam provocar greves, incêndios em igrejas e o assassinato do presidente.

MENTIRA DE VARGAS

- foi apenas um pretexto para VARGAS  dar o golpe e implantar a DITADURA

- 10/11/1937- ESTADO NOVO

- Congresso Nacional é fechado

- Nova Constituição – 1937

- Vargas governa por leis impostas por ele – (decretos-leis)

- eleições suspensas

- greves proibidas

- sindicatos controlados pelo governo

- extinção dos partidos políticos

- maio de 1938, Integralistas atacaram o Palácio da Guanabara (residência do presidente)

- Vargas sofreu um atentado a bala e foi protegido pelos seguranças

- mandou prender os adversários

- Vargas dizia ter políticas públicas para o trabalho, educação e saúde

- investiu em propaganda para facilitar seu domínio


ECONOMIA



- Na Primeira República (1889-1930) a agricultura dominava
- Com Vargas, a INDÚSTRIA passou a liderar a economia
- Com a Crise de 1929, o Brasil foi forçado a fabricar seus produtos
- Industrialização por substituição de importações
- Vargas emprestou dinheiro a indústrias com juros reduzidos
- reduziu impostos sobre bens e equipamentos industriais
- aboliu impostos interestaduais
- fixou um valor para o salário mínimo
- amenizou conflitos entre empresários e trabalhadores

EMPRESAS NACIONAIS DA ERA VARGAS

·         CONSELHO NACIONAL DO PETRÓLEO – 1938 (1º poço de petróleo do Brasil – Bahia)

Primeiro poço produtor de petróleo no Brasil, em Lobato, na Bahia. Foto: CPDOC/Fundação Getúlio Vargas


·      COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL – 1941 (construção da usina de Volta Redonda  - RJ)



·         COMPANHIA VALE DO RIO DOCE – 1942 – MG (ferro para a indústria)



·          COMPANHIA HIDRELÉTRICA DO SÃO FRANCISCO – 1945




AGRICULTURA

Getúlio Vargas, Bento Munhoz da Rocha e João Café Filho
durante evento em Curitiba

  • ·         Defendeu o preço do café
  • ·         Mandou queimar ou lançar ao mar 30 milhões de sacas de café (1931-1939)
  • ·         Criou o imposto por pé de café ( para inibir novos plantios)
  • ·         Importou máquinas e equipamentos
  • ·         Diversificou a agricultura (algodão, açúcar, borracha, cacau e mate
  • ·         O café deixou de ser o único líder nas exportações

O TRABALHISMO


  • ·         Gerava vínculos entre Vargas e o trabalhador
  • ·         Objetivo: trabalhador produtivo e ordeiro
  • ·         Beneficiou trabalhadores
  • ·         Fez propaganda dos benefícios
  • ·         Desejava a gratidão dos trabalhadores
  • ·         Divulgou a CLT – Consolidação das Leis do Trabalho
  • ·         Criou o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda
  • ·         Usou técnica de propagandas fascistas
  • ·         Programas de rádio (A Hora do Brasil)

  • ·         Documentários cinematográficos
  • ·         Cartazes, folhetos e cartilhas
  • ·  O presidente sempre era mostrado com crianças, dando esmolas ou exaltando o patriotismo
  • ·         DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) censurava rádio, cinema, jornais e manifestações culturais
  • ·         1940- a DIP negou registro de 420 jornais e 346 revistas.
  • ·         Cassou  registros de jornalistas contrários ao governo
  • ·         Sempre no Dia do Trabalho, se encontrava com trabalhadores e fazia um discurso comovente



O QUEREMISMO E O FIM DO ESTADO NOVO



  • ·         Brasil X fascistas na Segunda Guerra
  • ·         Críticas ao Estado Novo
  • ·         Universitários falavam em combater a ditadura interna de Vargas
  • ·  1943, outubro – MG – MANIFESTO DOS MINEIROS a favor da democratização do Brasil
  • ·         1943- dezembro – UNE (União Nacional dos Estudantes) fazem passeatas contra Vargas
  • ·         1945- Vargas anistiou condenados políticos
  • ·         Liberou atividade partidária
  • ·         Marcou eleições presidenciais para dezembro de 1945
  • ·         Fazia jogo duplo: apoiava os militares e o QUEREMISMO
  • ·         Militares: General Eurico Gaspar Dutra
  • ·         Queremismo: movimento pró-Vargas
  • ·         Civis e militares se unem para derrubar Vargas
  • ·         29/10/1945- tropas do general Góis Monteiro forçam Vargas a renunciar
  • ·         Chega ao fim o Estado Novo
  • ·         Vargas volta ao poder nas eleições de 1950




terça-feira, 7 de agosto de 2018

A vida no Brasil durante a ditadura - Prof. POLINI


A economia foi bem por um tempo, mas a desigualdade aumentou muito


Entre 1964 e 1985, o Brasil se modernizou, mas a desigualdade social aumentou, assim como a repressão política, a dívida externa e a inflação, que voltou a ser galopante nos anos 80. A economia do país também cresceu. Grandes obras viárias e de energia interligaram regiões antes isoladas, principalmente no Norte e no Centro-Oeste. Nas grandes cidades, a televisão virou a principal fonte de entretenimento das famílias e a classe média ganhou acesso inédito a casas, bens de consumo e educação – o número de matrículas em faculdades aumentou 13 vezes entre 1964 e 1981 e, entre 1970 e 1972, a população com automóvel passou de 9% para 12%. Mas essa fase de euforia teve um preço alto: setores militares e da polícia se especializaram em torturar, matar e esconder cadáveres. A censura barrava o acesso à informação e forçava artistas a viver no exílio. E demorou para o povo retomar o hábito de ir às ruas para se manifestar e cobrar por seus direitos.

Altos e baixos

Economia nacional foi bem, mas a desigualdade social aumentou
UM PAÍS PARA POUCOS
Entre 1967 e 1974, a economia cresceu, em média, 9,3% ao ano. A produção industrial disparou, as empresas multinacionais cresceram e o índice de desemprego despencou. O brasileiro se acostumou a comprar carro e a abastecer com álcool. Mas se, em 1964, os 20% dos cidadãos mais ricos detinham 55% das riquezas, em 1985 eles estavam com 70%
INTEGRAÇÃO NACIONAL
Preocupado com a autonomia energética, o governo militar construiu usinas hidrelétricas de grande porte, como Itaipu, Tucuruí e Ilha Solteira. E, para integrar regiões distantes do país, multiplicou as estradas asfaltadas. Duplicou a via Dutra e construiu a ponte Rio-Niterói – mas também desperdiçou dinheiro com a Transamazônica
REPRESSÃO POP
“Naquela época, se houvesse eleições, o Médici ganhava.” E quem disse isso, nos anos 90, foi o ex-presidente Lula, adversário do regime. Em tempo de pleno emprego, o governo era muito popular. Mas foi na mesma época que a ditadura alcançou o auge da repressão 
DRIBLE NA CENSURA
Jornais, revistas e emissoras de rádio e TV conviviam com censores nas redações. Alguns veículos driblaram as proibições de forma cifrada: foi o caso dos sonetos de Luís de Camões publicados pelo Estadão. Mas foram os jornais nanicos que melhor enganavam o CULTURA AMORDAÇADA
regime, com destaque para O Pasquim e sua entrevista com a atriz Leila Diniz
 (Davi Augusto/Mundo Estranho)A censura se especializou em perseguir artistas e produtores culturais. Chico Buarque chegou a adotar o pseudônimo Julinho da Adelaide para aprovar composições (deu certo). Na TV, a Rede Globo emplacou a novela O Bem Amado, de Dias Gomes. Mas a análise bem-humorada da política nacional teve 37 de seus 178 capítulos desfigurados
90 MILHÕES EM AÇÃO
No governo Médici (1969-1974), a seleção de futebol levou o tri da Copa do Mundo em 1970, e no ano seguinte começou o Campeonato Brasileiro, com times de todas as regiões do país. Dizia-se que a escolha dos clubes que participariam do torneio seguia um ditado: “Onde a Arena (partido do governo) vai mal, um time no nacional”. Em 1974, a CBD (antecessora da CBF) era comandada por um almirante, Heleno Nunes, que interferia na convocação de jogadores para a seleção
DEMOCRACIA DE MENTIRA
Os brasileiros foram às urnas cinco vezes para eleger cargos legislativos. Já as eleições para cargos executivos eram indiretas – em três das cinco escolhas para presidente, a oposição teve candidatos simbólicos. Os vereadores, deputados e senadores eleitos não incomodavam: o poder executivo usou mais de 2 mil decretos-lei para governar

A Ditadura militar - Prof. POLINI

O que é Ditadura militar:

Ditadura militar é uma forma de governo cujos poderes políticos são controlados por militares.
O significado de ditadura se refere a qualquer regime de governo em que todos os poderes estão sob autoridade de um indivíduo ou de um grupo. No caso de uma ditadura formada por militares, estes chegam ao poder quase sempre através de um golpe de Estado.

O que é um golpe de Estado?

Um golpe de Estado liderado por militares significa que um governo legítimo é derrubado com o apoio de forças de segurança.
Algumas ditaduras militares que não conseguem apoio popular são marcadas pela crueldade e pela falta de respeito aos Direitos Humanos, através de perseguições e torturas aos defensores da oposição.
As principais regiões governadas por ditaduras militares (ainda em vigor em alguns países) foram América Latina, África e Oriente Médio.

Ditadura militar no Brasil (1964 - 1985)

ditadura2
No Brasil o regime militar durou mais de 20 anos (entre 1964 e 1985). No dia 1 de abril de 1964 aconteceu o evento que ficou conhecido como golpe militar de 1964. 
O governo do presidente João Goulart (que assumiu depois da renúncia de Jânio Quadros) foi deposto por um golpe de Estado e o regime militar teve início alguns dias depois. Os militares ocuparam as ruas no dia 31 de março de 1964. Depois da ocupação o presidente João Goulart decidiu se refugiar no Uruguai e no dia seguinte os militares tomaram o governo do país.
Neste período, também conhecido como a “Quinta República Brasileira”, o país presenciou a ausência dos princípios básicos da democracia, além da massiva censura e perseguição política. Vários direitos constitucionais foram violados durante a ditadura militar brasileira e inúmeras pessoas que se posicionavam contra o regime foram torturadas e mortas por alguns dos militares.
O Congresso Nacional foi dissolvido durante a ditadura militar, assim como todos os partidos políticos, tendo o direito de permanecer apenas dois: Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e a Aliança Renovadora Nacional (ARENA), que era formada predominantemente por militares.

Presidentes do período da ditadura militar no Brasil

Os presidentes que comandaram o país durante a ditadura militar foram os seguintes:

Humberto de Alencar Castelo Branco (1964 – 1967)

Castelo Branco - Presidente
Era general militar e foi o primeiro presidente sob o comando da ditadura militar. Castelo Branco fez um governo autoritário que retirou muitos direitos dos cidadãos. Foi no seu governo que só foi autorizada a existência do MDB e do ARENA (bipartidarismo).
No governo de Castelo Branco foi outorgada a Constituição Federal de 1967 que, entre outras decisões, limitou o direito de greve, estabeleceu que a eleição para presidente seria por voto indireto e permitiu a pena de morte em caso de crime contra a segurança do país.

Artur da Costa e Silva (1967 – 1969)

Costa e Silva - Presidente
Foi durante o governo do militar Costa e Silva (segundo presidente do regime) que vigorou o temido Ato Institucional nº 5 (AI-5 ), que concedia poderes extraordinários ao presidente da República, superando as leis constitucionais.
O AI-5 proibiu as manifestações populares contra o governo militar, estabeleceu o controle de censura para todas as formas de expressão e permitiu que o presidente cassasse os direitos políticos de qualquer pessoa por até 10 anos.

Junta Governativa Provisória (1969)

Junta Governativa
A Junta Governativa foi um governo provisório formado por Aurélio de Lira Tavares, Márcio de Souza e Melo e Augusto Rademaker. Eles estiveram no governo por dois meses, antes que Emílio Garrastazu Médici assumisse.
No governo da Junta foi decretado o Ato Institucional nº 14 (AI-14) que permitia a pena de morte e a prisão perpétua para casos de revolução ou subversão de pessoas que eram contra o regime militar. 

Emílio Garrastazu Médici (1969 – 1974)

Gastarrazu médici - Presidente
Era general do exército e foi terceiro presidente do regime militar. O governo de Médici é considerado o mais repressivo da ditadura. Durante esse período muitos críticos do governo foram presos ou sofreram torturas.
No governo de Garrastazu Médici foram criados o Destacamento de Operações e Informações e o Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi). Esses órgãos eram responsáveis pelo controle, apreensão, interrogatório, investigação e repressão das pessoas que eram contrárias ao governo.

Ernesto Geisel (1974 – 1979)

Erneste Geisel - Presidente
Foi general do exército e quarto presidente do regime militar. Com o governo de Geisel o Brasil começou a caminhar lentamente rumo a uma redemocratização.
Foi no governo Geisel, no ano de 1975, que Vladimir Herzog, um jornalista que pertencia ao Partido Comunista Brasileiro, foi torturado e morto pelo DOI-Codi. O fim do AI-5 e a permissão para existência de oposição política foram alguns sinais de que a ditadura poderia estar próxima do fim.

João Figueiredo (1979 – 1985)

João Figueiredo - Presidente
Figueiredo foi o último presidente do regime militar. Durante o seu governo foi aprovada a Lei da Anistia, que garantiu o direito de retorno dos exilados políticos para o Brasil.
No governo de João Figueiredo também foi aprovada uma lei que permitiu a existência do pluripartidarismo, ou seja, outros partidos puderam ser criados no país.

Fatos mais marcantes da ditadura militar no Brasil (1964 - 1985)

Veja a lista com os fatos mais importantes que aconteceram no Brasil durante o regime militar.
1964 No dia 31 de março os militares ocuparam as ruas e no dia seguinte assumiram o poder no Brasil (golpe militar de 1964). Nesse ano foi publicado o Ato Institucional nº 1 (AI-1) que permitia a suspensão de direitos políticos e a eleição indireta para presidente da República. Castelo Branco assumiu a presidência.
1965O pluripartidarismo deixou de existir no país e apenas dois partidos foram autorizados a funcionar: o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) a Aliança Renovadora Nacional (Arena).
1967Promulgação da Constituição Federal de 1967 que estabeleceu medidas de censura e de repressão. Costa e Silva se tornou presidente.
1968Foi editado o Ato Institucional nº 5 (AI-5).
1969Carlos Marighella, opositor da ditadura e um dos líderes da luta contra os militares, foi morto. A Junta Governativa Provisória assumiu a presidência. Logo em seguida o cargo foi assumido por Garrastazu Médici. 
1970A partir deste ano as perseguições, torturas e mortes aos opositores da ditadura passam a ser mais frequentes. Foram criados o Destacamento de Operações e Informações e o Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi).
1971Carlos Lamarca, opositor da ditadura da Vanguarda Popular Revolucionária, foi morto.
1974Ernesto Geisel assumiu a presidência do Brasil.
1975Vladimir Herzog foi morto no DOI-Codi.
1978Foi decretado o fim do AI-5.
1979Ano da publicação da Lei da Anistia, que permitiu o retorno dos exilados ao Brasil. Nesse ano o bipartidarismo deixou de existir e foi autorizado que outros partidos funcionassem no país. João Figueiredo se tornou presidente.
1984Ano em que a campanha das "Diretas Já" ganhou força no país. O movimento lutava pelo direito de eleições diretas para presidente da República.
1985A ditadura oficialmente acabou no Brasil. José Sarney assumiu o governo do país no lugar de Tancredo Neves, que havia sido escolhido presidente, mas não assumiu o cargo.
Conheça também as principais Características das ditaduras militares.

Tipos de torturas mais usadas na ditadura militar brasileira

Durante o período mais repressivo da ditadura muitas pessoas foram vítimas de tortura pelos militares. Nessa época era comum que as pessoas que se mostravam contrárias à ditadura ou que fizessem críticas ao governo fossem torturadas e mortas.
Conheça alguns dos métodos de tortura que foram usados no período:
  • Agressões físicas: agressões variadas como socos, pontapés, queimaduras e choques elétricos.
  • Violência psicológica: a violência psicológica feita com ameças era usada para forçar os perseguidos a falar ou a entregar os nomes de outras pessoas que eram contra o regime militar.
  • Choques elétricos: eram aplicados nas pessoas nuas e em todas as partes do corpo, inclusive na cabeça. Os choques podiam ser aplicados até que a vítima perdesse a consciência ou morresse.
  • Palmatória: a palmatória era um instrumento de madeira usado para agressões físicas em todas as partes do corpo. 
  • Uso de produtos químicos: era comum o uso de ácidos para fazer queimaduras e do "soro da verdade", que colocava as vítimas em estado de sonolência até que confessassem sua oposição à ditadura.
  • Pau de arara: a pessoa ficava presa em uma barra de ferro, com pés e mãos amarrados. Enquanto isso recebia outros tipos de agressão como socos e choques elétricos.
  • Afogamento: no afogamento as vítimas tinham a cabeça mergulhada em baldes ou tanques ou eram obrigadas a tomar muitos litros de água, até o momento de afogamento total.
  • Cadeira do dragão: os perseguidos eram sentados sem roupa na cadeira do dragão, que era feita de zinco, e recebiam sucessivos choques elétricos. 

Fim da ditadura militar no Brasil

ditadura
O fim da ditadura militar no Brasil aconteceu no ano de 1985, incentivado pelo movimento das Diretas Já e inflamado pelo grande descontentamento da população pela alta inflação e recessão que o país enfrentava.
Tancredo Neves foi eleito por voto indireto como presidente do país. Ele não chegou a assumir o cargo porque faleceu em razão de problemas de saúde. Por esse motivo o vice-presidente, José Sarney, assumiu o cargo e governou o país até 1990.
A primeira eleição direta no Brasil depois do fim do regime militar aconteceu no dia 15 de novembro de 1989. Fernando Collor foi o presidente eleito.
Saiba mais sobre o significado de Ufanismo e Golpe de Estado.

Qual a diferença entre ditadura militar e intervenção militar?

Ditadura militar e intervenção militar não são a mesma coisa. A grande semelhança entre elas é a presença dos militares. Mas é preciso saber que as semelhanças entre ditadura e intervenção param por aí.
A ditadura militar é uma forma de governo em que o poder sobre o Estado é controlado por militares. Em geral eles assumem o poder através de um golpe.
Na ditadura não existe eleição, a imprensa e a economia são controladas pelos militares e a população tem menos liberdade de manifestação de opinião.
Já a intervenção militar acontece quando existe a necessidade de que as Forças Armadas (Exército, Aeronáutica ou Marinha) sejam usadas para controlar uma situação específica sobre a qual o governo já não tem controle.
intervenção militar não é um governo, é o uso das forças armadas temporariamente para controlar uma situação extrema.

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

Revisão 8º Ano - Revolução Industrial - Prof. POLINI

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL.


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DO ARTESANATO À MAQUINOFATURA

  • As tarefas eram feitas pela mesma pessoa
  • ex.: o sapateiro inventava o modelo, cortava, costurava, colava o couro e dava acabamento.
  • O artesão era dono da matéria-prima e das ferramentas
  • Os artesãos conheciam todas as fases da produção.
  • A oficina ficava em sua própria casa.
NO SÉCULO XV ISSO MUDOU... SURGE A MANUFATURA
  • As grandes navegações aumentaram a venda de produtos europeus em vários continentes.
  • Negociantes começaram a reunir trabalhadores em grandes oficinas e a lhes oferecer matéria-prima e remuneração
  • A oficina e as ferramentas pertenciam ao capitalista
  • Surge a divisão do trabalho
SURGEM AS MÁQUINAS INDUSTRIAIS MOVIDAS A VAPOR...

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  • As máquinas substituem várias ferramentas 
  • As máquinas realizam o trabalho de várias pessoas
  • As pessoas passaram a trabalhar nas fábricas com um patrão em troca de salário
  • Isso se chamava : MAQUINOFATURA

POR QUE A INGLATERRA FOI PIONEIRA NA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL?
  • Possuía dinheiro acumulado da pirataria e o comércio em vários continentes
  • A mão-de-obra era barata e farta
  • Os cercamentos obrigaram os camponeses mudarem para as cidades
  • Ricas minas de carvão e ferro
  • Comércio interno
  • O Puritanismo ganhou força e não condenada a usura (lucro)
  • O Puritanismo pregava uma vida voltada para o trabalho e oração.
  • 1688- A Revolução Gloriosa - gerou estabilidade política
AS MÁQUINAS
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  • As primeiras máquinas foram as de fazer tecidos de algodão
  • Os tecidos ingleses eram muito procurados em vários países.
  • O algodão era barato e vinha do Brasil , EUA e do Oriente
  • Os capitalistas premiavam quem inventasse máquinas de fiar e tecer
  • Antes as máquinas eram de madeira
  • Depois surgem as máquinas a vapor q exigem material mais resistente
  • Existe a necessidade de aperfeiçoar a METALURGIA
  • As máquinas passam a ser feitas de ferro e utilizavam a energia a vapor

REVOLUÇÃO NOS TRANSPORTES - SÉCULO XIX
  • Barco
  • Locomotiva  a vapor

AS MUDANÇAS SOCIOECONÔMICAS
  • O Capitalismo se desenvolve
  • Surgem duas novas classes sociais: burguesia industrial (donos das matéria-primas e máquinas) e operariado (trocava a força de trabalho por salário)
  • Aumentou a divisão do trabalho
  • Aumentou a produtividade
  • O trabalhador perdeu o conhecimento do processo de produção
  • Nos 100 primeiros anos a população subiu de 600 milhões para 1,2 bilhão de habitantes
  • A população da Grã-Bretanha aumentou mais de 3 vezes (agricultura+alimentos+medicina)
AS FÁBRICAS PASSARAM A CONTROLAR O TEMPO DO TRABALHADOR


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A PRIMEIRA VACINA (CONTRA A VARÍOLA)


O COTIDIANO NAS FÁBRICAS



  • Ambiente sujo, escuro e quente
  • Faltavam refeitórios e banheiros
  • O ar era irrespirável principalmente nas tecelagens, por causa dos fiapos de lã
  • Trabalho repetitivo
  • Jornadas longas
  • Crianças, homens e mulheres trabalhavam de 14 até 18 horas por dia
  • Recebiam ameaças e castigos
  • Eram multados por pequenas faltas - ex: estar sujos ou assobiar ou cochilar
  • Mulheres e crianças a partir de 6 anos ganhavam 1/3 de um homem
Fábrica de tecidos Crespi - Brasil - Na imagem vemos os operários: homens , mulheres e crianças

Crianças escravas


A VIDA FORA DAS FÁBRICAS NO SÉCULO XIX

  • Os operários moravam em casas de um cômodo
  • O banheiro ficava do lado de fora e era usado por várias famílias
  • Ruas sem calçamento e sem esgoto
  • A água não era tratada e gerava doenças. ex: tuberculose e cólera
  • Os donos das fábricas tinham uma vida luxuosa e confortável
  • Essa realidade se espalhou por vários países industrializados . ex: Bélgica, França, EUA...
  • Muitas cidades surgiram em torno das fábricas
  • As cidades eram carentes de transporte, iluminação e serviços sanitários

A LUTA DOS TRABALHADORES


  • Os operários reagiam as péssimas condições de trabalho
  • Surge o LUDISMO
  • Culpavam as máquinas pela queda do salário e falta de emprego
  • Invadiam as fábricas e destruíram as máquinas
  • 1813 - O governo inglês chegou a enforcar 13 líderes ludistas
  • Surgem greves e passeatas exigindo redução da jornada de trabalho e o fim dos castigos físicos nas fábricas e aumento salarial
  • Dessa forma surgem os sindicatos
  • 1838 - surge a CARTA AO POVO - documento que exigia o voto universal, para que os representantes dos trabalhadores pudessem votar e ser eleitos para o Parlamento
  • Depois de décadas, foram instituídas leis trabalhistas



CONQUISTAS DOS OPERÁRIOS INGLESES - 
SÉC. XIX e  início SÉC. XX
  • 1833- trabalho de crianças de 10 a 13 anos a 48 h semanais
  • Crianças de 13 a 18 anos - 69 horas semanais
  • 1842- proibiu trabalho infantil e feminino nas minas 
  • 1846- Retirou impostos de cereais - ex.: trigo
  • 1847- Jornada de trabalho de 10 horas por dia
  • 1878 - limitou o trabalho feminino a 56 h e meia semanais nas fábricas de algodão e a 6 h nas outras fábricas
  • 1919- Jornada de 8 h diárias.