segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Estado Islâmico – O Grupo Terrorista que Espalha Terror.

                                             ( Bandeira do grupo terrorista do E.I ).

Em 29 de agosto de 2014, o grupo terrorista sunita Estado Islâmico – que já foi denominado também como Estado Islâmico no Iraque e na Síria (EIIS) e Estado Islâmico no Iraque e no Levante (EIIL) – conhecido também pela sigla EI, anunciou que seu líder, Abu A-Bagdhadi, havia se autoproclamado califa da região situada ao noroeste do Iraque e em parte da região central da Síria.
                                        ( Região de atuação do grupo do E.I ).

Um grupo radical deseja criar um governo próprio no Oriente Médio. O autoproclamado Estado Islâmico tem espalhado o terror pela Síria e Iraque. E ainda quer chegar à Turquia.

O título de califa era dado aos antigos sucessores de Maomé, que possuíam autoridade política legitimada pela religião islâmica. O Estado Islâmico, desde então, vem sendo largamente abordado pela mídia ocidental, sobretudo por conta de suas ações extremas contra a população civil da Síria e do Iraque, como estupros, massacre de cristãos e de xiitas e, também, por conta da decapitação de dois jornalistas, entre os meses de agosto e setembro de 2014.

A história do grupo terrorista Estado Islâmico está relacionada com o processo de crise política que se desencadeou no Iraque após a guerra iniciada em 2003. Como sabemos, a Guerra do Iraque se deu dois anos após os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, chefiados por membros da organização Al-Qaeda, então liderada por Osama Bin Laden. A Al-Qaeda possuía grande espaço de atuação no território iraquiano e em parte da Síria. O grupo Estado Islâmico nasceu como uma derivação da Al-Qaeda, fundamentado nos mesmos princípios desta organização, que remontam à ideologia pan-islâmica de Sayyid Qutb, antigo líder da Irmandade Muçulmana. Contudo, as ações do EI ficaram gradativamente mais radicais, até mesmo para os padrões da Al-Qaeda, o que provocou a separação entre as duas organizações terroristas.
                                            ( Reféns capturados pelos terroristas do E.I ).

Os objetivos do Estado Islâmico é expandir o seu califado por todo o Oriente Médio, que se pautaria pela Sharia, a Lei Islâmica interpretada a partir do Alcorão, e estabelecer conexões na Europa e outras regiões do mundo, com o propósito de realizar atentados que lhes possam conferir autoridade através do terror. A concepção de Jihad, ou Guerra Santa para o Islã, que o EI possui é a mesma de outras organizações terroristas, como a Al-Qaeda ou o Hamas: expandir o modelo teocrático radical islâmico de governo pelo mundo, por meio dos métodos terroristas.

É curiosa a grande adesão de simpatizantes não islâmicos e, frenquentemente, de origem europeia às causas do EI. Muitos jovens do Ocidente se oferecem para integrar o grupo e servir ao seu propósito jhadista. Esse tipo de comportamento preocupa vários chefes de estado da Europa, sobretudo pela possibilidade de infiltração que tais jovens, treinados como terroristas, possam realizar em solo europeu.

As principais cidades iraquianas que estão atualmente sob o domínio do EI são: Mossul, Tal Afar, Kirkuk e Tikrit. Um grande contingente populacional migrou dessas cidades para cidades ou vilas vizinhas, fugindo da expansão brutal do Estado Islâmico. Entretanto, não se sabe até quando estas cidades vizinhas continuarão livres da ação do “califado” islâmico do EI.
( Refém momento ante de sua execução ).





E

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

70 anos da Tomada de Monte Castelo - 2ª Guerra Mundial.


70 anos de reverência à liberdade e à democracia.


Símbolo maior de amor à Pátria, honradez e bravura, a Tomada de Monte Castelo retrata um dos maiores feitos da Força Expedicionária Brasileira (FEB) em sua gloriosa campanha na Segunda Guerra Mundial. Por aproximadamente oito meses, cerca de 25 mil soldados protagonizaram árduos combates no teatro de operações da Itália.



A Batalha de Monte Castelo, travada entre as tropas aliadas e as forças do exército alemão, perdurou por três meses, período em que inúmeras baixas foram registradas em virtude, especialmente, das condições meteorológicas do rigoroso inverno europeu, do lançamento de minas terrestres nas vias de acesso e da existência de casamatas bem localizadas e camufladas. É inquestionável que a defesa inimiga era primorosa, o que aumentava o clima de tensão e ansiedade entre os combatentes aliados. Foram deflagrados vários assaltos por tropas americanas e brasileiras e nenhum foi bem-sucedido. O inimigo, implacável, destemido e experiente, encontrava-se em posição defensiva dominante.



O resgate da dívida de sangue dos ataques fracassados, que ceifaram tantas vidas, tornava-se, a cada dia, mais emergente. Monte Castelo tornara-se um desafio e exigia a afirmação da capacidade combativa de nossa gente.

No dia 21 de fevereiro de 1945, com fé robustecida e o destemor comuns ao expedicionário brasileiro, a 1ª Divisão de Infantaria Expedicionária, com o fundamental apoio da artilharia dos aliados, partiu, resoluta, em direção ao norte.

Ao cair da tarde, as forças brasileiras, estimuladas pelos ideais de liberdade e de democracia, silenciaram a defesa alemã. O hasteamento da Bandeira do Brasil no alto do Monte Castelo impulsionou o prosseguimento das operações da FEB até a rendição incondicional de duas divisões adversárias.

A tomada desse monte figura entre as principais páginas da história militar brasileira, pois ratifica a fibra dos pracinhas e perpetua a perseverança e o denodo no cumprimento da missão pelo soldado brasileiro.



Ao celebrar os 70 anos dessa memorável Batalha, o Exército Brasileiro registra o reconhecimento e a gratidão de toda a Nação aos bravos combatentes da FEB, honrados soldados que cumpriram o seu dever em solo europeu e, hoje, são cultuados como exemplos perenes para todas as gerações de brasileiros.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

TERRITÓRIO FEDERAL DO GUAPORÉ


O Território Federal do Guaporé, criado pelo Presidente Getúlio Vargas no dia 13 de setembro de 1943 através do Decreto nº 5.812, sua área territorial foi composta por parte dos estados do Amazonas e do Mato Grosso. Começava assim nossa independência política, passávamos a ser uma unidade da federação.

Na imagem vemos o Presidente Getulio Vargas (1) ao lado de Aluízio Ferreira (2), na época Diretor da EFMM, subindo o porto do “Cai N’água”. Ao lado, Getulio Vargas (seta) inaugurando as casas do Bairro Caiarí. (Fonte: 17º BIS e Esron Meneses).

A criação desse novo território consolidou-se após a visita do Presidente Getúlio Vargas a Porto Velho em outubro de 1940, época em que nossa capital era município do Estado do Amazonas. Getulio Vargas foi o primeiro presidente a visitar Porto Velho e veio para ficar apenas três horas e inaugurar algumas obras: Bairro Caiarí, Vila Erse, Agencia dos Correios e a usina de eletricidade. Decidiu ficar aqui durante três dias, sendo assim, o presidente que permaneceu maior tempo na cidade.
No mesmo decreto que criou o Território do Guaporé foram criados mais quatro territórios federais: Iguaçu, Ponta Porã, Amapá e Rio Branco (atualmente Estado de Roraima). Quando foi criado, o Território do Guaporé tinha quatro municípios: Porto Velho, Lábrea, Guajará-mirim e Santo Antonio do Alto Madeira.

Cândido Mariano da Silva Rondon (1) prestigiando a posse do primeiro Governador do Território Federal do Guaporé, Aluízio Pinheira Ferreira (2) em 1943 no Rio de Janeiro, na época capital federal. (Fonte: 17º BIS).

Os municípios de Porto Velho e Lábrea pertenciam anteriormente ao Estado do Amazonas e os municípios de Santo Antônio do Alto Madeira e Guajárá-Mirim pertenciam ao Estado do Mato Grosso. No ano seguinte, em 1944, Lábrea passou novamente a pertencer ao Estado do Amazonas e em 1945 o município de Santo Antonio do Alto Madeira foi incorporado ao município de Porto Velho. Desde então, o Território do Guaporé ficou apenas com dois municípios: Porto Velho e Guajará-Mirim.
O primeiro Governador do Território do Guaporé foi Aluízio Pinheiro Ferreira, que anteriormente havia sido também o primeiro diretor brasileiro da Estrada de Ferro Madeira Mamoré, nomeado pelo Presidente Getulio Vargas em 1931. O Território foi instalado no dia 29 de janeiro de 1944 numa grande solenidade em frente ao Colégio Barão do Solimões.
Aluizio Ferreira governou o Território Federal do Guaporé de 1º de novembro de 1943 a 7 de fevereiro de 1946, quando se afastou para concorrer na primeira eleição para deputado federal. Vencedor das primeiras eleições, Aluízio Pinheiro Ferreira que havia sido o primeiro governador, foi também o primeiro deputado federal eleito no Território Federal do Guaporé nas eleições de 1946. Aluízio foi reeleito em 1950, e após dois mandatos de deputado federal foi derrotado nas eleições de 1954 por Joaquim Vicente Rondon. Disputou sua última eleição em 1958 quando foi eleito novamente. Na eleição de 1962 indicou como candidato Ênio dos Santos Pinheiro, que foi derrotado nas urnas pelo médico Renato Clímaco Borralho de Medeiros.


Instalação do Território Federal do Guaporé no dia 29 de janeiro de 1944 em frente ao Colégio Barão do Solimões. (Fonte: Acervo Esron Meneses)

Através da Lei nº 2.731 de 17 de fevereiro de 1956, o Território Federal do Guaporé muda de nome e passa a chamar-se Território Federal de Rondônia, uma homenagem ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon.
Somente em 77, através da Lei nº 6448 de 11 de outubro de 1977, o Presidente Ernesto Geisel criou mais cinco municípios: Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Pimenta Bueno e Vilhena.
Atualmente o Estado de Rondônia, que foi criado através da Lei Complementar nº 41 de 22 de dezembro de 1981 tem 52 municípios.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Há 30 anos, Tancredo Neves era eleito presidente da República.


O ex-governador de Minas Gerais foi escolhido pelo Colégio Eleitoral após a queda da emenda que previa eleições diretas para a presidência; ele morreria doze horas antes de tomar posse.
Tancredo é eleito presidente, em 1985 - Foto: Célio Azevedo
Tancredo é eleito presidente, em 1985 – Foto: Célio Azevedo
Era 15 de Janeiro de 1985, o relógio da Câmara dos Deputados marcava 9h30 quando a sessão que definiria o próximo presidente do Brasil em eleições indiretas começou. Naquele momento, o Colégio Eleitoral contava com 686 membros – 356 do PDS e 330 dos partidos de oposição, entre os quais o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o Partido Democrático Trabalhista (PDT), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido dos Trabalhadores (PT). Havia, além da apreensão depois de alguns anos de manifestações em todo o País por eleições diretas, um espectro de tensão em torno dos deputados. No ano anterior, 1984, o deputado Dante de Oliveira, de Mato Grosso, tinha apresentado um projeto de emenda constitucional com o objetivo de definir a escolha do presidente da República pelo voto direto. No entanto, a emenda foi rejeitada na Câmara, com diferença de 22 votos. Por isso, aquela sessão seria histórica, para o bem ou para o mal. Nesta quinta-feira (15), exatos 30 anos depois, a mesma história mostrou para qual dos dois lados caminhamos.

A sessão terminaria pouco depois do meio-dia. Com 480 votos a favor (sendo 166 oriundos de deputados do PDS), Tancredo foi eleito presidente do Brasil, contra 180 dados a Paulo Maluf, candidato do PDS, e 26 abstenções. O PT, contrário à eleição indireta e ao acordo feito com os governistas, optou pela abstenção e desligou do partido três deputados que votaram em Tancredo: José Eudes (RJ), Bete Mendes (SP) e Airton Soares (SP).

O presidente do PMDB, Ulysses Guimarães, entregara a Tancredo, no início de janeiro, o documento A Nova República, programa de governo do partido prevendo eleições diretas em todos os níveis, educação gratuita, congelamento de preços da cesta básica e dos transportes, renegociação da dívida externa, entre outros pontos. Eleito, Tancredo passou a representar a perspectiva de que todos os males do país começariam a ser sanados depois dos governos militares. “Não havia dúvida quanto ao resultado. Já se sabia que Tancredo seria eleito por uma grande maioria. O que havia era uma grande tensão porque não se sabia como os setores linha-dura das Forças Armadas se comportariam”, conta o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que participou daquela sessão e que, na época, era filiado ao PMDB.

Logo após sua eleição, Tancredo fez uma série de viagens internacionais para negociar a dívida externa brasileira. Esteve em países da Europa, da América Latina e nos Estados Unidos. Voltou em meio a um sentimento de mudança muito grande da sociedade brasileira, refletida nas manifestações sociais e na atuação da imprensa. No entanto, quando do início da formação de seus ministérios, começou-se também uma certa decepção: entre os nomes estavam Antônio Carlos Magalhães no Ministério das Comunicações e Aureliano Chaves (vice-presidente do general Figueiredo) no Ministério de Minas e Energia, os dois ligados ao regime militar. No Ministério da Fazenda, de onde se esperavam as maiores mudanças de política econômica, o nome de Francisco Dornelles, sobrinho de Tancredo, conservador politicamente e adepto da ortodoxia econômica, gerou críticas internas no PMDB, que não externou tais repúdios por causa do apoio que o presidente tinha no País.

Todo o planejamento, no entanto, seria em vão: doze horas antes da posse, no dia 14 de março, ele foi internado às pressas no Hospital de Base, em Brasília, por causa de uma diverticulite. A dúvida, então, passou a ser sobre quem o substituiria: José Sarney ou Ulysses Guimarães (presidente da Câmara dos Deputados). Sarney foi empossado interinamente pelo Congresso Nacional, no dia 15. Tancredo ficou internado mais cinco dias e foi transferido para o Hospital do Coração, em São Paulo, alimentando ainda mais a tensão do País sobre seu estado de saúde, que viria a se agravar a cada dia. Os médicos ainda tentaram animar a população publicando uma foto com o presidente sentado em um sofá rodeado de médicos e assessores. A notícia chegou na noite do dia 21 de março, transmitida ao vivo no Fantástico, da Rede Globo: o assessor da presidência, Antônio Brito, subiu ao palanque improvisado em um salão do hospital. “Lamento informar que excelentíssimo senhor Presidente da República Tancredo de Almeida Neves, faleceu esta noite, no Instituto do Coração, às 10 horas e 23 minutos…”. O discurso duraria ainda alguns minutos, mas ali o Brasil já chorava a morte do primeiro presidente civil depois de 20 anos de ditadura militar.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Guerra do Paraguai, entenda este conflito.


País foi destruído e teve a população dizimada durante o conflito.
Entenda o principais fatos até a morte de Solano López.

Desenho dos uniformes utilizados pelos soldados durante a Guerra do Paraguai (Foto: Fundação Biblioteca Nacional)

O maior conflito armado da América do Sul, a Guerra do Paraguai teve início há 150 anos, em 13 de dezembro de 1864, e terminou somente com a morte do líder paraguaio Solano López, em 1º de março de 1870.

O país mobilizou quase toda sua população para a guerra, onde enfrentou o exército da Tríplice Aliança, formada por Brasil, Uruguai e Argentina. A luta estendeu-se por anos, apesar da superioridade econômica e demográfica dos países aliados.

Os motivos que levaram López a declarar guerra ao Brasil são controversos. No entanto, os estudiosos concordam que o conflito teve consequências que ainda não foram superadas pelo Paraguai. Além de perder parte de seu território, o país teve sua infraestrutura destruída e viu o extermínio da quase totalidade de sua população. Ainda hoje, o país encontra-se atrasado em relação ao desenvolvimento de seus vizinhos. Entenda o desenrolar da guerra, com um resumo dos principais fatos até a morte de Solano López:
Corpos de paraguaios mortos durante a guerra empilhados no campo.

Maio de 1864 - Brasil envia representante ao Uruguai, que vivia uma guerra civil, para discutir as ameaças sofridas por cidadãos brasileiros em território uruguaio. Os brasileiros que tinham fazendas no interior reclamavam que sofriam assaltos violentos.

18 de junho de 1864 - Enviados do Brasil, Argentina e Inglaterra se reúnem para mediar o fim da guerra civil no Uruguai, com representantes tanto do governo oficial, de Atanásio Aguirre, quanto do chefe da rebelião, Venâncio Flores. Não há acordo e a guerra civil continua.

Agosto de 1864 - Governo brasileiro ameça intervir militarmente no Uruguai, caso o governo não puna os responsáveis pela violência contra brasileiros no país. Em nota enviada a diplomatas brasileiros, governo do Paraguai protesta contra qualquer invasão do território do Uruguai.

30 agosto de 1864 - Uruguai rompe relações diplomáticas com o Brasil.

12 de outubro de 1864 - Brasil invade o Uruguai.

12 de novembro de 1864 - Em retaliação à invasão brasileira ao Uruguai, Paraguai apreende o vapor brasileiro Marquês de Olinda.

13 de dezembro de 1864 - O líder paraguaio Solano López declara guerra ao Brasil.


27 e 28 de dezembro de 1864 - Exército paraguaio ataca o forte Coimbra, atualmente na região de Mato Grosso do Sul (veja ao lado reportagem do Globo Rural sobre a invasão das tropas paraguaias ao Brasil).

Janeiro de 1864 - Exército paraguaio invade Corumbá, Miranda e Dourados.

7 de janeiro de 1865 - Decreto nº 3.371, do Império do Brasil, cria os Corpos de Voluntários da Pátria. São prometidas recompensas para quem se voluntariar à luta.

21 de janeiro de 1865 - Decreto nº 3.383, do Império do Brasil, convoca a Guarda Nacional para se juntar ao Exército. Era composta por cerca de 440 mil homens, mas pouco mais de 40 mil participaram do combate. Na época, o alistamento na Guarda tinha a função de mostrar status social.

1º de maio de 1865 - Assinatura do Tratado da Tríplice Aliança por Brasil, Argentina e Uruguai.

Junho de 1865 - Exército paraguaio invade o Rio Grande do Sul e ocupa Uruguaiana.

11 de junho de 1865 - Batalha do Riachuelo, em que a Marinha paraguaia é derrotada pelas
forças aliadas.

18 de agosto de 1865 - Soldados paraguaios em Uruguaiana se rendem.

16 de abril de 1866 - Exército aliado na Argentina cruza o rio Paraná e invade o Paraguai,
onde inicia marcha rumo à fortaleza de Humaitá.

24 de maio de 1866 - Batalha de Tuiuti, que é considerada a mais importante e uma das mais sangrentas da guerra. O exército paraguaio atacou os soldados da Tríplice Aliança que seguiam para Humaitá. Apesar das inúmeras mortes, os aliados venceram.

12 de setembro de 1866 - López pede encontro com Bartolomeu Mitre, governante da Argentina. Os dois se reúnem, mas não há acordo para o fim da guerra.

22 de setembro de 1866 - Exército da Tríplice Aliança ataca fortaleza de Curupaiti, mas é
derrotado pelos paraguaios. Foi a maior derrota aliada.

6 de novembro de 1866 - Decreto nº 3.725-A, do Império do Brasil, liberta escravos que servissem no exército contra o Paraguai.

Abril e maio de 1867 - Tropas aliadas invadem o Paraguai rumo à fazenda Laguna, mas são atacadas pelos paraguaios e obrigadas a recuar. Episódio é conhecido como Retirada da Laguna.
Igreja de Humaitá destruída.

Julho de 1867 - Tropas brasileiras partem em direção a Humaitá, para atacar a fortaleza.

15 de agosto de 1867 - Esquadra do governo imperial segue pelo rio Paraguai e ultrapassa a
fortaleza de Curupaiti, mas não tenta passar por Humaitá. Permanece seis meses entre as duas fortalezas e, apesar de bombardeá-las, não consegue destruí-las.

3 de março de 1868 - López deixa a Fortaleza de Humaitá e arma quartel-general em San
Fernando, distante cerca de 10 quilômetros.

25 de julho de 1868 - Exército aliado toma posse da Fortaleza de Humaitá.

Dezembro de 1868 - Paraguaios são derrotados nas batalhas de Itororó, Avaí, e Lomas Valentinas, no que ficou conhecido por “dezembrada”.

1º de janeiro de 1869 - Tropas brasileiras invadem e saqueiam Assunção.

5 de maio de 1869 - Fundição de Ibicuí, onde eram feitas as armas do exército paraguaio, é
destruída.

16 de agosto de 1869 - Batalha de Acosta-Ñu, em que 20 mil soldados da Tríplice Aliança
enfrentam e vencem as tropas formadas por 6 mil paraguaios, em sua maioria idosos e crianças. Em homenagem às vítimas, 16 de agosto se tornou o Dia das Crianças no Paraguai.

1º de março de 1870 - Solano López é morto em Cerro Corá. O líder paraguaio foi ferido com um golpe de lança pelo brasileiro José Francisco Lacerda, o Chico Diabo, e foi atingido por um tiro de fuzil. A morte de López marca o encerramento da guerra.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

HISTÓRIA REGIONAL REAL FORTE PRÍNCIPE DA BEIRA


Criado em 1773, em homenagem ao primogênito da futura rainha D. Maria, que ostentava o titulo do príncipe da Beira. Construído a margem direita do Rio Guaporé e defronte ao pedregal que dificultava a navegação.

O Real forte Príncipe da Beira foi erguido no estilo Vauban, criado pelo engenheiro Domingos Sambucetti, que faleceu vítima de Malária, e não viu sua obra ser terminada sendo então substituído pelo capitão Engenheiro Ricardo franco que manteve a planta original e suas determinações.

O forte com 970 metros de perímetro, muralhas de 10 metros de altura, fosso lateral com 3 metros de largura e 2 metros de profundidade e em cada ângulo um baluarte com guarita e 14 canhoneiras.




As guaritas ou baluartes foram consagrados aos santos padroeiros:
-Santo padroeiro de Pádua.
-Santo Andre Avelino.
-As santas: Nossa senhora da conceição e Santa Barbara;
Apesar de as peças de artilharias só chegarem por volta de 1830, nunca entraram em operação.



Na parte interna, o forte possuía um paiol de munições, capela, alojamento para oficiais, casa de comando, hospital e cadeia. No meio da edificação existe um calabouço com 4 metros de profundidade e no final um quadrado que leva a um túnel que chega as margens do rio, segundo o engenheiro seria usado para o caso de saída de emergência. O material para construção do forte vinha da província do grão Pará. Ao longo da construção foram utilizados 1500 trabalhadores com uma mortandade de 50% causado pelas doenças tropicais, varíola, tuberculose febres, e que segundo reza a lenda um padre teria se apaixonado por a esposa de um dos oficiais, motivo que teria sido preso e posterior a sua prisão começou a surgir essas doenças.
Nos arredores do forte príncipe da beira nasceu o povoado de Príncipe da Beira, que viviam do cultivo de frutos, mandioca e criação de gado.
Durante o 2° Reinado, o forte foi transformado em presídio para degredados políticos, sendo esquecidos pelas autoridades, até ser abandonado no final do século XIX pelos presidentes republicanos.
No início do século XX, Cândido Mariano da Silva Rondon organizou uma expedição para explorar a região (durante a construção da linha telefônica Mato Grosso- Amazonas) redescobrindo o forte príncipe da beira em 1914, indicando ao governo a instalação de unidade Militar no local, que hoje funciona o pelotão do 6°BIS de infantaria de selva pertencente a Guajará – Mirim.



O principal objetivo da construção do forte era proteger o território contra os castelhanos.

Contudo na época da inauguração do forte, a mineração estava em declínio e o Real Forte Príncipe da Beira nunca entrou em combate, onde já não havia mas interesse por parte dos espanhóis.











Rondônia, o estado de oportunidades.

Nosso estado faz parte da Região Norte que é composta de sete estados: Amapá, Roraima, Acre, Amazonas, Pará, Tocantins e Rondônia.
Rondônia limita-se:

Ao norte (nordeste e noroeste), com o estado do Amazonas.
A leste (e sudeste) com o estado do Mato Grosso.
A oeste, com a República da Bolívia; a ponta extrema ocidental rondoniana, com o Acre.
Ao sul, igualmente com a Bolívia.

Observe que a fronteira com a Bolívia, em quase toda sua extensão, é marcada pelos rios Guaporé e Mamoré; no extremo oeste, pelo rio 
Abunã.










Economicamente Rondônia se torna paulatinamente um estado agrícola e de uma pecuária forte onde o agronegócio se destaca. E como tal preocupante no aspecto ecológico, pois é conhecida a ganância desse setor na conquista de mais espaço para produzir.

Nosso estado é  de certa forma esquecido pela grande imprensa que por ignorância ou má fé teima em reforçar o estereótipo de região ainda fora da civilização. Até que no aspecto político ainda vemos políticos rondonienses(sem generalizar) a exercer seus cargos de forma personalista ou envolvidos em falcatruas que mais enfeia o nome desse estado amazônico. E que nesse aspecto podemos até concordar com quem fala mal de Rondônia, porém no geral é preciso estudar mais o Brasil em todos os seus aspectos e ver as coisas boas que esse país tem.

Quanto a sua população vemos um pouquinho de Brasil em cada um de seus cidadãos que por aqui habitam essas terras. Mosaico de diversas culturas que por aqui aportaram e brasileiros de todo o Brasil que ajudam no desenvolvimento desse estado que tem o nome em homenagem ao marechal Rondon. Uma capital, Porto Velho, com sua tradição e cultura bem amazônica e o interior do estado já com tradição e cultura vindas do sul do país, além da contribuição dos mineiros, capixabas e nordestinos. Se a cidade de São Paulo é a cidade mais nordestina do Brasil, Rondônia é o estado mais brasileiro por causa da origem de seus habitantes. Aqui encontramos brasileiros de todos os quadrantes desse país verde e amarelo.

Economicamente Rondônia se torna paulatinamente um estado agrícola e de uma pecuária forte onde o agronegócio se destaca. E como tal preocupante no aspecto ecológico, pois é conhecida a ganância desse setor na conquista de mais espaço para produzir. Os desmatamentos são ainda constantes, além da disputa de terra em que o latifúndio sufoca o pequeno proprietário de terra. Faz-se necessário um equilíbrio entre produzir e preservar o meio ambiente. Por que somente assim para que as gerações futuras possam usufruir dessas belezas naturais, além de sobreviver num ambiente com água, comida, energia,...!

Rondônia contribui e muito para o desenvolvimento do país. Vejam a energia que é exportada para algumas partes do país. E por isso pouco recebe. Talvez seja pela incompetência dos nossos “ilustres” representantes políticos que se contentam com tão pouco que Brasília concede em recursos. É preciso que nós que moramos aqui em Rondônia cobre mais empenho dos políticos para que esse estado tenha seu desenvolvimento e reconhecimento pela grandiosa contribuição que dar ao crescimento e desenvolvimento do Brasil.